Colaborador do Senac defende dissertação sobre políticas públicas e de formação

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    Colaborador do Senac defende dissertação sobre políticas públicas e de formação

    O analista de Educação Profissional na área de Gestão e Negócios da Diretoria de Educação Profissional, Ricardo Santos, defendeu, recentemente, sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (Posmex), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Com o título Relações entre as Políticas de Extensão Rural e as Políticas Formativas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, a pesquisa analisou as ações educativas de Formação Profissional Rural e de Promoção Social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) junto a agricultores familiares relacionando-as com a missão, princípios, diretrizes, objetivos e metodologias de ensino da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).

    Filho e neto de agricultores, Ricardo fez Magistério e iniciou sua vida profissional na educação, ministrando aulas na zona rural do município de Bezerros-PE, o que o fez ter uma ligação muito próxima com o público estudado em sua pesquisa. “Eu queria entender como a educação, sendo ela formal ou não formal, estava sendo aplicada junto aos agricultores e agricultoras rurais. Por trabalhar no Sistema S, busquei comparar os discursos do Senar e da Pnater em torno da formação profissional e durante a pesquisa não se buscou demonizar a educação profissionalizante, mas apontar para outras alternativas ou mesmo para possibilidades de adequação e proposição de uma educação humanizadora e não apenas mecanicista. Tenho consciência de que a educação deveria ser uma grande prioridade neste país, principalmente a promoção da escolarização para população do campo, que foi historicamente tão excluída desde a colonização. Fala-se aqui de uma educação inclusiva que consiga articular e promover processos sociais de formação, inclusive para o trabalho, que leve em consideração a cultura, os valores, as diversas formas de produzir e a participação social para que as pessoas sejam sujeitos do seu próprio destino”.

    O colaborador teve a curiosidade de perceber se o Senar formava um sujeito que tivesse criticidade, pensasse em desenvolvimento sustentável, desenvolvimento local, que tivesse autonomia no seu trabalho, e que pudesse se capacitar, se qualificar, não somente para ser empregado, mas utilizar o conhecimento onde ele quisesse. Ricardo completa que os conhecimentos que vinham para o campo eram pacotes tecnológicos fechados/padronizados. Ele comparou as ações formativas propostas pelo Senar com Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) voltadas para agricultores e agricultoras familiares. “O trabalho foi feito mediante um levantamento histórico de constituição e dos processos de luta para estabelecimento das instituições e das políticas públicas, principalmente, para o surgimento das proposições didáticas e pedagógicas de formação técnica e de educação inclusiva”.

    De maneira geral, Ricardo verificou que apesar do distanciamento das ações formativas do Senar em relação às propostas dos serviços da Ater, por reproduzir a lógica de mercado do sistema hegemônico, a educação profissionalizante pode “considerar os saberes populares do campo a partir das interações dos agricultores e agricultoras familiares com seu mundo do trabalho e seu cotidiano com os contextos didáticos e pedagógicos das ‘educações’, consagrando formas diretas e indiretas de se estabelecer autonomia a estes grupos e de garantir acesso aos bens e recursos públicos, propor estratégias sustentáveis, combater a pobreza, violência, exclusão social e racial”.

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