Os desafios na implantação da BNCC

A Base Nacional Comum Curricular foi debatida na manhã de hoje (21/9/2018), durante a programação do XVI Congresso Internacional de Tecnologia na Educação, realizado no Recife. Como ainda se trata de um tema polêmico, os participantes encheram o Teatro Tabocas para ouvir o professor da UFMG e membro do Conselho Nacional de Educação desde 2012, Francisco Soares, e o secretário de Educação de Pernambuco, Frederico Amâncio, na mesa redonda Em que Consiste a Implantação da BNCC?.

Para Francisco, a Base garante os direitos de aprendizagem e competências dos alunos de todo o Brasil, servindo de referência para a (re)elaboração dos currículos. Ela aponta que os currículos devem reunir saberes (conhecimentos e habilidades, atitudes e emoções, valores e cultura) e competências (mobilização dos saberes para resolução de problemas da vida). E, neste aspecto, ressalta que podem, e devem, congregar particularidades regionais. “Por exemplo, se o acidente de Mariana não fizer parte do currículo de uma escola da região, não vai fazer sentido”.

Fred Amâncio ressalta que a BNCC é um importante instrumento de redução das desigualdades, não só entre estados do Brasil, como até entre as escolas de um mesmo município. “Pela primeira vez, o Brasil tem uma base que define o conjunto de aprendizagem essencial que todos os estudantes têm direito”.

Para ele, começa agora um grande desafio, a criação do currículo, uma vez que não será único em todo o Brasil. Ele aponta que as inúmeras diferenças existentes entre as escolas – públicas, particulares, grandes, de pequeno porte, na capital ou em cidades remotas do interior – tornam ainda mais complexa a definição destes critérios, que envolvem formação de professores, infraestrutura e tantos outros. O Secretário relata, porém, que Pernambuco já tem uma história de construção de currículos em parceria com os municípios. “Enquanto a maioria dos estados está partindo do zero, estamos agora fazendo uma revisão à luz da BNCC”.


Por: Luciana Torreão

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