Jogar é obrigação na oficina de Gamificação e Design Thinking do Congresso

Participantes vão brincar os jogos criados por eles

Criar um jogo e analisá-lo é a meta da oficina Gamificação e Design Thinking que está acontecendo nesta quinta (19), dentro da programação do Congresso de Tecnologia na Educação, realizado em Caruaru. O professor da UFPE, Giordano Ribeiro, apresentou aos vinte participantes a importância do uso da gamificação, não só na educação, mas em outras atividades como o tratamento de fisioterapia e vacinações. Alguns laboratórios usam a realidade aumentada e, por meio de óculos, as crianças vêem abelhinhas e não a agulha na hora da vacinação. “A gamificação transforma uma atividade em algo prazeroso”, disse o professor, ao reforçar que é preciso provocar o interesse no aluno que passa horas sentado em uma sala de aula.

A necessidade de mudança na perspectiva de erro e acerto também foi lembrada pelo professor. “O século XXI não tem mais certo e errado. Eu trabalho com música e na atividade de criar uma música não existe errado”, destaca Giordano ao reforçar que é preciso rever processo avaliativo. Ele falou sobre um meme em que a pessoa acerta toda a tabuada, exceto o 7 X 1 e é criticada por isso. “A gente é condicionado a olhar o erro. A avaliação é um processo complexo”, destaca. Trazendo para o tema da oficina, ele exemplificou com o jogo Minecraft, em que não há erro ou acerto, é exploração. “A educação deve ser assim, provocar a exploração em busca do conhecimento”.

Os participantes da oficina Gamificação e Design Thinking têm a missão de criar, em equipes, um jogo. Até o final do dia, todos irão jogar os jogos criados na atividade e farão uma análise em conjunto, que não necessariamente precisa ser digital.


Texto: Lindalva Coelho

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