Habilidades socioemocionais é tema de palestra com Caio Lo Bianco

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    Habilidades socioemocionais é tema de palestra com Caio Lo Bianco

    O educador carioca Caio Lo Bianco lotou o Teatro Guararapes durante sua aguardada palestra na manhã desta quinta-feira (20), dentro da programação do XVI Congresso Internacional de Tecnologia na Educação. Sob o tema “Como Podemos Preparar os Alunos para Desafios que Ainda não Existem”, o profissional, que é autor do material didático do Laboratório Inteligência de Vida (LIV) sobre habilidades socioemocionais, dividiu com o público a importância do investimento nessa área, capaz de melhorar o desempenho acadêmico dos alunos e até interferir nos índices de segurança pública e saúde do País.

    “As habilidades socioemocionais– que trabalham pontos como empatia, perseverança e comunicação – não são desenvolvidas em sala de aula com a prioridade que é necessária. Isso porque o senso comum acredita que essas coisas não são possíveis de aprender, praticar ou ensinar”, diagnosticou. Durante a apresentação, Caio Lo Bianco destacou a importância de não mensurar a educação baseando-se apenas na quantidade de conteúdo absorvido, mas na forma como essa absorção ocorre. Para ele, essas habilidades (que comprovadamente reduzem os números de suicídio, depressão e ansiedade) representam, entre outras coisas, “a forma como o aluno se relaciona com os conteúdos e desafios”.

    Utilizando bastante recursos de audiovisual, além de exemplos que mostraram o desenvolvimento de alunos em programas como LIV, Bianco trouxe à tona o fato de que o mundo moderno demanda uma inteligência emocional desenvolvida em todas as áreas. “O mercado de trabalho não se contenta mais apenas com o conteúdo pelo conteúdo. Ele quer profissionais que saibam trabalhar em grupo, conviver em equipe e lidar com problemas”.

    Atento ao cenário brasileiro, Caio destacou ainda a presença dessas habilidades entre as competências gerais da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que determina os conteúdos que serão trabalhados nas instituições de ensino de todo o País. “Todos os colégios públicos e particulares vão precisar olhar para isso em breve”, finalizou.

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