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Proposta de Implementação do Compliance | Senac Pernambuco
Ademais, arrimado e partindo de uma interpretação subsidiária do que vem disposto no artigo 17 do Decreto nº 9.203/17, o qual dispõe acerca da
política de governança da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, aplicando no que couber ao Senac-PE, são os seguintes os princípios
da gestão de riscos:
I - Implementação e aplicação de forma sistemática, estruturada, oportuna e documentada, subordinada ao interesse público;
II - Integração da gestão de riscos ao processo de planejamento estratégico e aos seus desdobramentos, às atividades, aos processos de trabalho e aos
projetos em todos os níveis da organização, relevantes para a execução da estratégia e o alcance dos objetivos institucionais;
III - estabelecimento de controles internos proporcionais aos riscos, de maneira a considerar suas causas, fontes, consequências e impactos, observada
a relação custo-benefício; e
IV - Monitoramento contínuo dos atributos do programa de integridade.
Por conseguinte, depreende-se que uma boa gestão de riscos preserva e agrega valor à Instituição, contribuindo fundamentalmente para a realização
de suas metas de desempenho, objetivos e cumprimento de sua missão, representando mais que um mero conjunto de procedimentos e políticas de controle.
Os controles internos e a gestão de riscos do Senac em Pernambuco serão avaliados de forma que estejam em concordância com o planejamento
estratégico da Instituição, a fim de mitigar eventos que possam afetar os resultados esperados.
Importante destacar que a gestão de riscos permite não somente identificar, avaliar, administrar e controlar eventos e situações que possam impactar
negativamente os resultados pretendidos, mas também as oportunidades que podem ser aproveitadas para melhorar o desempenho da organização e a
entrega de bens e serviços à sociedade.
Após o processo de avaliação de riscos, que compreende as etapas de identificação, análise, avaliação e priorização, daremos andamento à criação de
políticas para mitigar os riscos.
Para trazer à tona os riscos, buscamos o estabelecimento de ações como requisitos para minimizar a possibilidade de ocorrência dos riscos identificados,
conduzindo a Instituição para um caminho mais seguro e perene. Neste estágio, reestruturemos “o que deve ser feito” para mitigar os riscos e “como fazer”,
podendo classificar por processos, por riscos, por estrutura hierárquica, por setores, entre outros.
No entanto, como todo o processo de instituição e gestão do programa de integridade, essa metodologia de gestão de riscos não será algo permanente
na instituição, é dizer, começaremos com uma abordagem simplificada, a qual, doravante, será aprimorada continuamente, conforme cresça a maturidade
em relação ao tema.

