Educação como vetor para a diminuição de desigualdades

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    Educação como vetor para a diminuição de desigualdades

    Grande novidade na programação do XVI CITE, o Seminário de Educação Profissional Técnica e Tecnológica trouxe na tarde desta quinta-feira (20) a palestra “Formação Docente e Transformação Social”, comandada por Julio Emílio Diniz, professor da Faculdade de Educação da UFMG. A partir da máxima de Paulo Freire, de que a educação é uma atividade política, o educador refletiu sobre a importância dos professores como agentes combativos de um cenário de desigualdades.

    Trazendo dados que deitaram luzes sobre essa problemática no País, o doutor (Ph.D.) em Educação apontou a racionalidade crítica (em detrimento da prática e técnica) como caminho para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática. “E isso quer dizer uma sociedade mais justa, igualitária, humana, fraterna, menos discriminatória e ecologicamente sustentável. Precisamos privilegiar a racionalidade dialética, com suas complexidades e contradições. Não é ‘isto’ ou ‘aquilo’, mas ‘isto’ e ‘aquilo´”, defendeu.

    O educador ainda chamou a atenção dos congressistas para a real função da educação, “transformar os sujeitos e suas condições”. “Por meio da racionalidade crítica, os professores devem problematizar com seus alunos questões como racismo, feminicídio e homofobia com a consciência de trabalhar contra as desigualdades construídas historicamente e ainda naturalizadas no País”, anotou.

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