Educador atua há mais de 40 anos como gestor escolar e defende o fortalecimento da autonomia para crianças e adolescentes
O educador Arnaldo Mendonça acredita no exercício da autonomia para crianças e jovens e no comportamento positivo. O profissional ministrou palestra sobre “Conectando Afeto e Futuro: Inovação, Diversidade e a Pedagogia da Ternura”, no 22° Congresso Internacional de Inovação na Educação, e trouxe histórias sobre como a educação e a empatia podem transformar vidas. O evento está acontecendo a partir de hoje (6), no RioMar Eventos, e é promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, com apoio do Sebrae PE.
Arnaldo iniciou sua apresentação com exemplos que ratificam a importância do aprendizado e da formação na trajetória das pessoas, inclusive a dele próprio, que desde cedo desenvolveu responsabilidade e autonomia para cuidar das finanças da sua família. Para ele, essa liberdade para tomar decisões fez e ainda faz diferença quando o assunto é educar. A partir dessa premissa, o professor e gestor escolar com mais de 40 anos de atuação listou alguns papéis que são atribuídos à escola e à família. “A escola tem a responsabilidade de instruir, desenvolver competências e habilidades, fortalecer a autoestima e ensinar a conviver com o coletivo”. Já aos familiares, cabe ensinar disciplina e respeito ao outro, estimular a autonomia, ensinar boas maneiras e prover amor e cuidado. “Nenhuma escola consegue resolver problemas emocionais ou de transtornos das crianças, isso tem que partir dos pais. A escola é parceira no trabalho diário e acompanhamento”, explica. A partir disso é possível uma pedagogia da ternura.
Inovação para além de computadores
O professor também explicou um pouco sobre o projeto “Olinda, quero pintar”, desenvolvido por ele, em 2006. A escola em que atuava estava com os muros pichados, então, Arnaldo pensou em como melhorar o aspecto da instituição. Conseguiu apoio de empresas para pintar as paredes de branco e convidou artistas plásticos de Olinda, como Tereza Costa Rego, e crianças a pintarem as paredes e usarem a criatividade. “Virou uma galeria ao ar livre. Teve um dia que um ônibus de turistas parou na frente da escola para tirar foto. Eu não imaginava essa repercussão. Aí é quando eu falo que inovação não precisa de computador”.
Além da apresentação desse projeto, Arnaldo finalizou a palestra abordando a importância de tratar alunos violentos com comportamentos positivos contando a história de um estudante, com 6 anos de idade, que era agressivo, mas foi por meio de um abraço que o educador conquistou a confiança daquela criança. “Ele estava sempre bagunçando e metido em confusão e esperava que eu fosse falar com ele dando uma bronca, um sermão, mas quando dei esse abraço, ele mudou. Desde esse dia, foi outra criança dentro da escola”.
O 22° Congresso Internacional de Inovação na Educação acontece até o dia 8 de outubro e é reconhecido por promover reflexões sobre as transformações da educação e conectar especialistas renomados, profissionais, pesquisadores e estudantes do setor. A iniciativa contará com cerca de 251 atividades gerais, dentre as quais 21 serão realizadas no auditório com palestras, painéis demonstrativos e conversas mediadas. Além disso, diversos espaços interativos oferecerão oficinas sobre temas como cultura maker, robótica, metodologias ativas, Inteligência Artificial, criatividade e educação.





