Oficinas discutem a importância da interação em sala de aula e apresentam perspectivas de aprendizagem para os professores 

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     Oficinas discutem a importância da interação em sala de aula e apresentam perspectivas de aprendizagem para os professores 

    Programação integra segundo dia do 22º Congresso Internacional de Inovação na Educação, no Riomar Eventos 

    Na programação de hoje (7), a oficina “Zero Waste: descarbonização na prática” fez parte da Avenida da Educação em Movimento, espaços de conhecimento que trazem provocações práticas em educação e promovem momentos de interação entre os participantes. Neste local, o público se reuniu para discutir a importância de repensar a produção de resíduos sólidos e seus impactos em diferentes ambientes, como escolar, hospitalar e industrial, a partir de um jogo. O encontro foi conduzido por Heitor Duarte, engenheiro florestal e responsável pelo Programa de Inovação e Tecnologia do Sistema Fecomercio/Sesc/Senac-PE (PRINTS), uma iniciativa que integra educação, tecnologia e sustentabilidade no estado. A oficina fez parte do segundo dia do 22º Congresso Internacional de Inovação na Educação, promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, com apoio do Sebrae PE e que vai até o dia 8 de outubro, no RioMar Eventos, no Recife.

    Ao longo da apresentação, Heitor comentou sobre a necessidade de discutir estrategicamente a gestão de resíduos sólidos, uma vez que a pauta diz respeito não só à ecologia, mas também às corporações, à política e ao social. E, para trazer essa discussão para o campo prático, apresentou o jogo que intitula a oficina.

    “O jogo serve para mostrar como podemos treinar indivíduos, melhorar nossas práticas ambientais dentro do Sistema S e, quem sabe, transformar isso em estratégia de treinamento corporativo relativo ao meu ambiente. Ele vem com a perspectiva de treinar rapidamente os participantes para que a gente tenha uma boa noção sobre como funcionam as decisões relativas a descarbonização e gestão de resíduos sólidos”, destaca.

    Outra oficina que fez parte da programação foi “Experimentando o cérebro de um TDAH”, realizada por Romulo Oliveira, psicanalista, neuropsicólogo, PhD em História e docente do Senac.

    Em sua apresentação, o profissional propôs uma dinâmica que envolvia realizar atividades como leitura e resolução de jogos para treinar habilidades motoras e de estratégia, desde que, no grupo, um dos participantes atuasse importunando os demais. A iniciativa teve o objetivo de apresentar como funciona o cérebro de indivíduos com TDAH quando precisa lidar com uma tarefa e trabalhar a importância de promover adaptações na rotina educacional para contemplar as dinâmicas de aprendizagem destes estudantes que convivem com necessidades atípicas.

    Romulo destaca que a abordagem dos educadores precisa ser inclusiva e coerente com os estágios de desenvolvimento dos estudantes, que são individuais.

    “O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que vai ter funcionalidades diferentes em um aluno do ciclo regular. E é fundamental que os professores façam uma dinâmica de inclusão, de integração e criem estratégias via metodologias ativas, trabalhando com gestão de projetos, gestão cooperativas, para que toda a turma seja incluída e esse aluno possa fazer parte do circuito de aprendizagem. Sempre entendendo que o funcionamento cerebral desses indivíduos possui outra dinâmica e a gente precisa respeitar esse processo”, comenta Romulo.

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