Como mensurar projetos de impacto

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    Como mensurar projetos de impacto

    Maíra Rodrigues, consultora de Economia do Sebrae, apresenta ferramentas

    Um negócio de impacto é uma empresa que tem fins lucrativos e busca retorno financeiro, mas, na mesma medida, busca impacto socioambiental. “É um comprometimento do mesmo tamanho. Da mesma forma que você mede o faturamento, é preciso medir o impacto social e ambiental do seu projeto”. Foi com essa fala que Maíra Rodrigues abriu o seu painel demonstrativo no segundo dia do 22° Congresso Internacional de Inovação na Educação, promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac PE, com apoio do Sebrae PE. A consultora de economia do Sebrae trouxe ao público presente o tema “Como mensurar projetos de impacto?”

    Maíra acredita que o lucro precisa andar a favor das pessoas e do planeta e, por isso, é uma das fundadoras da Ousaria Negócios, empresa focada em programas de inovação e desenvolvimento empreendedor, da qual é diretora de expansão. “Meu objetivo é que todos aqui presentes saiam um pouco mais seguros sobre de mensuração de projetos de impacto socioambiental, afinal de contas, contar atividades não é medir impacto”.

    A especialista trouxe, então, três ferramentas que ajudam a mensurar o impacto de projetos: o SROI, a IRIS+ e a Teoria da Mudança. SROI significa Retorno Social sobre o Investimento utilizado para comparar o valor dos recursos investidos em um projeto com o valor social, ambiental e econômico gerado para a sociedade. A IRIS + é um sistema público de medição e gestão de impacto criado pela Global Impact Investing Network (GIIN) para ajudar investidores a padronizar, acompanhar e otimizar resultados sociais e ambientais. Já a Teoria da Mudança entrega um mapa de causa e efeito com indicadores e responde à pergunta “que mudança quero causar e como vou saber?”. Nessa metodologia, são seguidas seis etapas: problema, impacto, resultados, produtos, atividades e insumos.

    Tríade Women in Tech

    Na palestra ainda foi apresentado o case do “Tríade Women in Tech”, desenvolvido na Ousaria Negócios, em que Maíra demonstrou como foram aplicadas as metodologias apresentadas. O projeto é voltado para mulheres que queiram empreender no ramo de tecnologia e precisam de ajuda, uma vez que, “do total do investimento em startups, apenas 12% são captados por mulheres”, afirma Maíra. A ação promoveu sete oficinas, 38 mentorias e teve a participação de 28 pessoas. “Conseguimos ótimos nas mensurações. Cerca de 90% das mulheres ampliaram o acesso a novas oportunidades; 78% passaram a usar mais IA para produtividade e 61% concretizaram novas oportunidades de negócio no programa”.

    ODS

    Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) funcionam como um consenso mundial com 17 metas para buscar um planeta mais sustentável socialmente, financeiramente e ambientalmente. Segundo Maíra, eles podem ser utilizados como balizadores para os projetos de impacto. “Para isso, é preciso escolher qual ODS tem a ver com a natureza do negócio e escolher as metas pelas quais é possível se comprometer”.

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