Nutricionista explica como adotar práticas que reduzem a perda de comida nos lares
O Brasil desperdiça, em média, 55 milhões de toneladas de alimentos ao longo da cadeia produtiva. Ao chegar à mesa do consumidor, esse número também se mantém alto, com cerca de 7,5 milhões sendo perdidos, de acordo com o Relatório Diagnóstico sobre a Fome e o Desperdício de Alimentos no Brasil, produzido pelo Pacto Contra a Fome. Entre os fatores percebidos pela pesquisa, compras não planejadas e em excesso são alguns dos motivos que contribuem para o descarte de alimentos.
Nas residências brasileiras, a média de desperdício chega a 353 gramas por pessoa. O arroz lidera a lista dos alimentos mais descartados (22%), seguido da carne bovina (20%) e do feijão (16%), conforme levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para reduzir essas perdas, a nutricionista Helen Lima, docente do Senac e da Faculdade, destaca que mudanças simples nos hábitos de consumo e preparo podem fazer diferença tanto no orçamento quanto na qualidade da alimentação.
“Quando transformamos um alimento em outro, aproveitando suas partes, estamos também reduzindo o custo de produção, assim como diminuindo efetivamente o desperdício e economizando com a nova refeição criada. Ingredientes como o feijão, por exemplo, podem originar caldos e sopas e ainda servir para preparos mistos que envolvem outras sobras. A prática também é responsável por aumentar o valor nutritivo das refeições, uma vez que combina importantes nutrientes dos preparos”, explica.
Outra maneira de garantir que os alimentos sejam bem aproveitados é considerar seu consumo total, conforme explica a especialista. “As cascas de alimentos podem oferecer dois elementos principais: primeiro, as fibras, encontradas em grande concentração, e o outro são as vitaminas e os minerais, também presentes nas sementes. Enquanto isso, a polpa guarda proteínas, carboidratos e gorduras, complementares. Isso quer dizer que o aproveitamento integral é, na verdade, uma oferta completa de nutrientes.”
Higienização de alimentos
Durante a ingestão integral de alimentos, que consiste no aproveitamento de cascas e talos, partes que geralmente ficam mais expostas a bactérias e sujeiras, o cuidado com a higienização se torna indispensável. A medida garante a segurança antes de alimentos crus ou pouco cozidos serem consumidos.
Para isso, Helen explica que “os vegetais e frutas devem ser lavados em água corrente. Em seguida, vem a etapa de desinfecção com uma solução de cloro ou utilização de produtos à base de hipoclorito para vegetais, em que os itens descansam de 15 a 30 minutos ou conforme a recomendação do produto para desinfecção antes do enxágue final.”
O armazenamento adequado é outro fator importante para prolongar a vida útil dos alimentos e reduzir o desperdício. Segundo a nutricionista, observar a forma como o produto é comercializado ajuda a definir a melhor maneira de conservá-lo em casa.
“Frutas e verduras são normalmente comercializadas sem refrigeração e podem permanecer nessa condição por determinado período, conforme suas características. Já os alimentos preparados devem ser armazenados na parte superior da geladeira, região mais fria do equipamento, favorecendo a conservação e aumentando sua durabilidade. Outro cuidado importante é guardar alimentos semiprontos no meio do refrigerador, como carnes temperadas, e os alimentos crus na parte inferior, como ovos e vegetais, para evitar a contaminação cruzada e permitir a validade por mais tempo”, explica.
80 anos do Senac PE
Referência em educação profissional, o Senac Pernambuco celebra, no dia 14 de outubro, 80 anos como uma instituição comprometida com o desenvolvimento do estado de Pernambuco ao formar profissionais qualificados e alinhados às demandas do mercado de trabalho. Com uma atuação capilarizada, a instituição conta com sede física no Recife, Paulista, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns, Petrolina e Serra Talhada, além de 13 unidades móveis.
Sua oferta educacional inclui cursos de Formação Inicial e Continuada, Ensino Médio Integrado (Mediotec Senac PE), Educação Profissional Técnica de Nível Médio e de Nível Superior (Faculdade Senac PE), além de ações extensivas, como workshops, congressos e palestras. Em 2025, foram 42.849 matrículas e mais de 6,6 milhões de horas-aula ministradas em todo o estado.




